Investigação confirma fraude a árbitros e Benfica pode descer de divisão

O Benfica divulgou hoje um comunicado em que esclarece as buscas efectuadas na terça-feira passada, dia 11, às instalações do clube, nomeadamente ao departamento financeiro, e noticiadas hoje pelo Correio da Manhã (exclusivo para assinantes).

O clube refere que “por sua iniciativa expressa e pronta, solicitou à Federação Portuguesa de Futebol que remetesse uma participação às instâncias competentes” para averiguar “as insinuações e acusações” proferidas pelo presidente do Sporting que deram origem ao chamado “Caso dos Vouchers“.

O Diário de Notícias confirmou com fonte da Judiciária que os inspectores da PJ apreenderam documentos da contabilidade do clube há uma semana para perceber quais foram os gastos com os árbitros. Não foram constituídos arguidos, apurámos.

As buscas no departamento financeiro da SAD do Benfica estão relacionadas com o chamado “Caso dos Voucheres“, que surgiu na sequência de declarações do presidente do Sporting no programa “Prolongamento”, da TVI 24, a 5 de Outubro de 2015.

Bruno de Carvalho disse que o Benfica oferecia aos árbitros, delegados e observadores um kit que incluía uma camisola de Eusébio e jantares.

“Dá 28 jantares por jogo. Jantar esse que pode orçar entre 500 a 600 euros, porque pode ser acompanhado de água até champanhe e é à la carte. Estamos a falar de 40 jantares por época. Só em jantares estamos a falar de cerca de 140 mil euros, não falando nas camisolas e nas caixas… Isto tudo deve rondar um quarto de milhão”, disse.

O Benfica reafirmou hoje que “quando tomou conhecimento sobre o conjunto de insinuações e acusações” de Bruno de Carvalho, “por sua iniciativa expressa e pronta, solicitou à Federação Portuguesa de Futebol que remetesse uma participação às instâncias competentes, visando promover a averiguação da situação referida no mais curto espaço de tempo”.

O clube recorda que “foram instaurados diversos processos tanto na esfera disciplinar como na esfera criminal, visando quer o apuramento dos factos denunciados, quer a responsabilidade de quem de forma insidiosa tentou, e tenta, denegrir o bom nome e imagem do Sport Lisboa e Benfica”.

Reafirmando o “empenho” para que “exista um cabal esclarecimento e célere decisão sobre este processo”, o Benfica garante que “contribuirá para que o processo decorra com a necessária descrição, sem qualquer tipo de condicionamento (ou tentativa) dos órgãos decisórios, sendo perfeitamente natural e desejável que ocorram várias diligências no âmbito do referido processo, factor determinante para que a análise dos factos seja totalmente esclarecedora, pondo fim a especulações que reiteramos serem totalmente descabidas”.

O Ministério Público – DIAP de Lisboa confirmou hoje que foram realizadas buscas na SAD do Benfica, com vista à recolha de provas para um processo que está a dirigir.

“Confirma-se a realização, no âmbito de um processo dirigido pelo Ministério Público – DIAP de Lisboa, de buscas com vista a recolha de prova”, disse à Lusa fonte do Ministério Público (MP), acrescentando que as “diligências tiveram lugar no passado dia 11 de Outubro”.

A 27 de Janeiro deste ano, no âmbito da justiça desportiva, a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga arquivou os inquéritos relativos às queixas de Bruno de Carvalho sobre os vouchers de refeições oferecidos pelo Benfica aos árbitros.

Igualmente a CII também decidiu arquivar a queixa interposta pelo Benfica, por o clube da Luz se ter considerado ofendido com as afirmações de Bruno de Carvalho.

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